domingo, 4 de abril de 2010

visita Técnica no Centro Marista - Mendes RJ























































































Centro Marista São José das Paineiras, um parque ecológico vasto situado numa bela paisagem de montanhas com natureza exuberante, perto da cidade de Mendes-RJ, a 100 km da cidade do Rio de Janeiro.




















































Guia de turismo


O trabalho de um guia turístico é apenas viajar pelo mundo afora? O que ele precisa saber para exercer essa atividade? Será que há somente diversão ou tem tarefas chatas também? Quem responde é o turismólogo David Carolla, que há anos trabalha nessa área



Como um guia turístico encontra trabalho? Ele precisa, necessariamente, trabalhar em uma empresa?
Primeiramente, é preciso corrigir a nomenclatura. O termo correto para designar a profissão de condutor de grupo é guia de turismo. Guia turístico é, tecnicamente, a produção literária sobre destinos e informações de viagem.
Um guia de turismo trabalha para diversas agências e operadoras de viagens como autônomo (free-lancer). Por isso, dificilmente presta serviços exclusivamente para uma empresa, mesmo que nela haja uma frequência maior de trabalho. Como qualquer profissional free-lancer, sua fama está relacionada a sua competência: quanto melhor for um guia de turismo, mais indicações para trabalhos ele terá. O profissional dessa área pode também elaborar um site ou enviar currículos. Mas, geralmente, as empresas dão preferência às indicações, pois este é um serviço que precisa agradar muito o cliente, e é comum que as agências não se arrisquem contratando um desconhecido.
Além disso, é necessário frequentar os eventos da área, conhecer gente, estar sempre à disposição e, assim, ir ganhando credibilidade no mercado para ser contratado para uma viagem.

Um guia de turismo pode trabalhar como autônomo? Essa forma de trabalhar é melhor?
Sim, na maioria das vezes, ele é autônomo e presta serviço para diversas empresas, viajando para muitos destinos. Ser autônomo tem suas vantagens e desvantagens. Um dos pontos fortes é poder diversificar sua área de atuação: prestar serviço para agências e operadoras de ecoturismo, turismo cultural, turismo educacional, viagens convencionais, viagens de incentivo, etc. Dessa forma, cria mais contatos e ganha uma experiência maior com diversos públicos.
O ponto fraco de ser autônomo é a falta de estabilidade. O salário não é garantido no final do mês. Um guia de turismo ganha se trabalhar. Se não viajar, não ganha. O profissional não tem os benefícios do registro em carteira, como 13.º salário e seguro-desemprego, por exemplo. Precisa, portanto, estar disponível boa parte do tempo para atender a uma empresa.


Quando o trabalho de um guia é solicitado, o que ele precisa fazer? Como deve se preparar?
Primeiramente, ele precisa entrar em contato com a empresa que solicita o trabalho e investigar o perfil do público para quem vai trabalhar: quem são essas pessoas, de onde vêm, para onde vão, por que estão viajando, qual é sua condição socioeconômica, sua escolaridade, seus interesses, sua religião, sua idade, etc. Precisa saber quem é seu cliente para oferecer-lhe um serviço personalizado, focado. Ainda junto às agências de viagem, ele precisa preparar seu material de trabalho, a pasta do guia, que contém todos os documentos e as informações das viagens, hotéis, passagens aéreas do grupo, reservas de restaurantes, parques, passeios, seguros. Precisa ainda pesquisar sobre o destino: história do local, geografia, cultura, gastronomia, rodovias de acesso e clima, para ser capaz de oferecer tais informações ao grupo.
É necessário também trabalhar a gestão da segurança de sua viagem: na cidade para a qual ele está levando o grupo, quais são e onde estão os hospitais, os postos de saúde, o bombeiro e a polícia.
Se nunca esteve no lugar antes, pode conversar com outros guias de turismo que já trabalharam com o destino e pedir-lhes algumas dicas.


Quais são as habilidades que um guia de turismo precisa ter?
O primeiro requisito é gostar de cuidar das pessoas, ou seja, atender bem seu passageiro, saber se ele está sendo bem servido, bem acolhido, bem tratado. Para isso, é preciso paciência, tolerância, persistência, conhecimento sobre as diversas culturas, muita ética para lidar com questões delicadas de seus turistas, principalmente as de cunho pessoal, com que ele deve evitar se envolver. Um guia de turismo está sempre viajando, mas sempre a trabalho.
Tem, também, de ser bem organizado para colocar um roteiro em ordem e cumprir a programação da viagem com pontualidade.
Outro item fundamental é a comunicação. Um guia de turismo deve não apenas saber se comunicar, mas também saber contar bem uma história e tornar um assunto interessante para que seu grupo queira ouvir o que ele tem a dizer. Além disso, ele precisa ter desenvoltura para falar em público, inclusive usando a linguagem corporal.


É obrigatório falar outros idiomas?
No Brasil, não há nenhuma obrigatoriedade quanto a isso. Em certos países, para se formar como guia de turismo, outro idioma é obrigatório.
Contudo, um profissional dessa área que fala mais de um idioma (além do português, corretamente) tem grande vantagem competitiva no mercado. Quanto mais incomum o idioma que ele domina, mais exclusivo será seu trabalho. Existem muitos guias de turismo que falam inglês e espanhol. Mas poucos que falam francês, russo, árabe, chinês, hebraico, italiano — com fluência suficiente para se comunicar bem com seus passageiros.
São poucos também os guias de turismo que utilizam a Libras (Linguagem Brasileira de Sinais), ainda que o aprendizado dessa linguagem não seja difícil. Deficientes auditivos e visuais também viajam, e bastante. Portanto, também precisam de um guia de turismo que saiba se comunicar com eles.


Como é a experiência de conduzir turistas estrangeiros?
O trabalho com o turista estrangeiro requer um serviço diferenciado (nem melhor nem pior, apenas diferente). Ele tem características culturais e necessidades distintas de um viajante brasileiro, que está conhecendo o próprio país. Para um brasileiro, a língua, a comida, a cultura, apesar de diferente de um local para o outro, não causa um choque tão grande quanto para um estrangeiro.
Este já vem para o Brasil com uma série de expectativas e preconceitos sobre como imagina nosso país. Cabe ao guia de turismo, que atua como os olhos do turista, direcionar seu olhar para aquilo que nosso país pode oferecer de melhor para suas férias.
O turismo fora do Brasil, principalmente na Europa, é muito desenvolvido, e é difícil agradar o estrangeiro com a qualidade dos serviços turísticos que nós temos. É preciso parar de achar que ser brasileiro, simpático e hospitaleiro basta. Nossos serviços turísticos, em geral, têm pouca segurança, pouca higiene, pouca acessibilidade, o que pode colocar em dúvida nosso profissionalismo. Não digo que devemos copiar os modelos estrangeiros, mas desenvolver nossos produtos aplicando o conceito de qualidade.


Que tipo de dificuldade um guia de turismo encontra no trabalho?
Em uma cidade como São Paulo, por exemplo, um guia de turismo (com seu grupo) encontra as mesmas dificuldades que um morador da capital: trânsito para ir de um local ao outro (e o turista tem horários e um programa a ser cumprido), segurança, infraestrutura. São problemas que, quando forem solucionados para o morador local, beneficiarão também o guia de turismo e seu grupo. Quando um local é bom para seus moradores, é bom também para seus visitantes.
Temos, no Brasil, um grande problema quanto à profissionalização do turismo. Muitos trabalham com ele, mas poucos são profissionais. Isso acontece em agências de viagem, hotéis, restaurantes, museus e até mesmo na condução de grupos. Muitas pessoas que não estudaram e não se formaram para trabalhar com turismo, estão atuando na área, oferecendo serviços de péssima qualidade e com grandes riscos ao turista.
A profissão de guia de turismo é a única no setor que é reconhecida por lei e regulamentada; portanto, alguém que não se formou e não está cadastrado no Ministério do Turismo para trabalhar na área, está cometendo dois crimes: exercício ilegal da profissão e falsidade ideológica.
Com que frequência um guia de turismo viaja a trabalho?
Um guia de turismo está o tempo todo em trânsito: seu escritório é o ônibus e sua casa é a mochila. Na alta temporada (férias e feriados), seu trabalho é muito requisitado e, eventualmente, ele pode emendar uma viagem na outra: chegou hoje com um grupo e amanhã está saindo com outro. Isso exige do profissional uma grande aptidão física e psicológica para o trabalho.
Além das viagens, ele pode também realizar trabalhos em sua própria cidade, recebendo pessoas de fora e realizando city tour, visitas a centros históricos, espaços de lazer, museus, entre outros.
Na baixa temporada, a frequência de viagens diminui, mas sempre há trabalho, pois sempre há alguém viajando!


De todos os lugares onde já esteve, de qual você gostou mais?
Existem diversos lugares em que, mesmo viajando a trabalho como guia de turismo, é possível aproveitar e apreciar.
São muitos, portanto é injusto citar um só.
No Brasil, sou apaixonado por Paraty, pela simpatia e pela beleza do centro histórico, um dos mais preservados do país. Possui belas paisagens, ótima gastronomia e excelentes serviços turísticos.
Fico encantado com as belezas da Bahia, em especial a Chapada Diamantina, com suas cachoeiras, grutas e trilhas de tirar o fôlego.
Uma experiência internacional inesquecível foi Roma. A cidade tem preservado a história da humanidade há centenas de anos e está tudo ali, em pé, para quem quiser ver. Preservado, limpo, seguro e com serviços turísticos de ótima qualidade.
Mas se algum local tiver de ocupar o primeiro lugar da lista, sem dúvida, é São Paulo. Não há nada como minha cidade: poucos a conhecem e poucos se dão ao trabalho de conhecê-la. Muitas vezes o morador da cidade não se interessa por sua própria história, não frequenta as dezenas de museus que temos, os parques (que não se restringem apenas ao Ibirapuera), os locais para compras, a arquitetura dos prédios novos e antigos, as diversas culturas que aqui se instalaram, enriquecendo nossa gastronomia. A cidade oferece opções de lazer e cultura todos os dias, em todos os horários, para todos os públicos. Isso me fascina.


O que você acha mais legal em sua profissão?
Gosto muito da quebra da rotina. Cada dia estou em um local diferente e com pessoas diferentes. Um turista aprende muito com seu guia de turismo, mas nós também aprendemos muito com cada passageiro que viaja conosco. A troca com outras pessoas é uma experiência riquíssima.
É muito satisfatório saber que, no momento livre de alguém, você pode lhe proporcionar lazer, descontração e educação, além de lhe oferecer a possibilidade de conhecer novos lugares, acompanhá-los nessa descoberta e contribuir para que estes sejam momentos inesquecíveis.




retirado do site educacional.com.br - entrevistado David Carolla

domingo, 7 de março de 2010




História de Barra do Piraí

Barra quer dizer foz de um rio, lugar onde um rio se lança em outro. E, como em Barra do Piraí o rio se lança no rio Paraíba do Sul, forma assim a foz do rio Piraí. Logo, como Barra do Piraí é uma cidade cortada por dois rios: o Paraíba do Sul e o Piraí, nada mais adequado do que o seu nome.
Durante o período colonial, a região onde se encontrava o município, ou seja, o Vale do Paraíba, era uma imensa floresta habitada por índios das tribos Xumetos, Pitas e Araris, que foram chamados pelos portugueses de Coroados, devido à forma do seu cabelo. Até hoje podemos observar nos nomes de nossos rios Paraíba e Piraí, no nome do Distrito de Ipiabas, da Serra do Ipiranga e da Fazenda Ibitira, a herança deixada pelos índios. Enquanto isso, nas Minas Gerais (atuais estados de Minas Gerais e Goiás) onde o ouro estava sendo explorado, trazia-se muita riqueza para aquela região.
A ligação entre o Rio de Janeiro e a região das minas era feita por meio de trilhas no meio da mata: as estradas do ouro. Ao lado destas, outras menores foram abertas e algumas passavam próximas ao lugar onde hoje está Barra do Piraí e Valença (município vizinho ao nosso). Esses caminhos serviam para passagem das tropas de mulas, que por serem animais muito resistentes, faziam o transporte do ouro e, posteriormente, da produção do café, que saia de nossas lavouras para o Rio de Janeiro, trazendo na volta produtos para os habitantes das minas. Somente após a independência, quando as minas de ouro decaíram, muitos mineiros e portugueses vieram se estabelecer nas margens do rio Paraíba e, assim, iniciaram a plantação do café. Começaram a surgir, então, as fazendas de café, que, para se formar, expulsaram os índios. Eles foram aldeados na então Conservatória do Rio Bonito (atual Conservatória do distrito de Valença). Daí por diante, várias cidades foram surgindo em torno da lavoura do café como Valença, Vassouras, Piraí, Barra do Piraí, entre outras. Cabe ressaltar que, na época, o braço escravo era a mão-de-obra usada na produção cafeeira. E eram nas fazendas de nossa região que possuíam grandes senzalas, nas quais eles abrigavam os escravos negros, de vários grupos étnicos vindos da África.A primeira notícia que temos de nosso município é de 1843, com a compra de um sítio na foz do rio Piraí, denominado Barra do Piraí, por Antônio Gonçalves de Moraes, também dono da fazenda São João da Prosperidade, em Ipiabas, hoje distrito de Barra do Piraí, que, na época, era onde se produzia o café. Cabe ainda ressaltar que tal fazenda guarda até os dias de hoje sua estrutura intacta, estando aberta à visitação e oferecendo um belo roteiro turístico.
Dez anos depois, o dono do sítio construiu uma ponte sobre o rio Piraí e, assim, teve início o povoado de São Benedito, em terras do município de Piraí, cidade vizinha a nossa. Já em 1864, com a chegada da estrada de ferro D. Pedro II, construída para levar a produção cafeeira do Vale do Paraíba para o Rio de Janeiro, o povoado de São Benedito recebeu um grande incentivo para seu desenvolvimento. Assim, o povoado cresceu e tornou-se o centro do comércio do café da região.
Estabelecimentos comerciais foram criados, armazéns de café recebiam o produto de várias cidades e, daqui, enviavam para o Rio de Janeiro. As tropas de mulas traziam o café de longas distâncias, agora para a cidade de Barra do Piraí, e muitas vezes era usada a navegação pelos rios, pois no rio Paraíba os barcos navegavam desde o Tombo do Paraíba (Cachoeira do Funil, em Resende) até Barra do Piraí, sendo o rio Piraí também navegável.
Com a construção dos ramais da estrada de ferro para São Paulo e Minas Gerais, diminuiu-se o movimento de exportação do café. Porém, Barra do Piraí continuou sendo um grande entroncamento ferroviário, onde os viajantes faziam baldeação e, muitas vezes, pernoitavam. Daí a existência de um Hotel da Estação, muito movimentado na época.
Em 1881, foi criada a estrada de ferro Santa Izabel do Rio Preto, depois chamada de estrada de ferro de Sapucay, Rede Sul Mineira e, finalmente, Rede Mineira de Viação, e construiu uma ponte sobre o rio Paraíba (a nossa ainda existente ponte metálica), para passagem dos trens e depois de pedestres.
No ano de 1879, foi criada a estrada de ferro Piraiense ligando o povoado de Barra do Piraí à sede do município que, na época, era Piraí. Com essas três estradas de ferro e um crescente comércio, Barra do Piraí passou a ser o centro econômico do Vale do Paraíba, porém, continuou como povoado, pertencendo a dois municípios. Somente em 1885 foi criada a freguesia de São Benedito de Barra do Piraí.
O povoado de Santana também prosperou com o auxílio do Barão do Rio Bonito, que construiu a igreja de Sant’Ana e o beco da Carioca e, apesar dos esforços que fez junto ao governador de D. Pedro II, não conseguiu a elevação da vila de Barra do Piraí a município, durante o período do Império, já que o poder dos políticos de Piraí e Valença não permitia, uma vez que as estradas de ferro davam muito lucro a esses municípios.
O café trouxe grande riqueza para as cidades do Vale do Paraíba, porém essa riqueza durou poucos anos. O Vale a partir de 1830, entrou em decadência 40 anos depois. As grandes fazendas definharam e os fazendeiros empobreceram. Em 1888, quando foi abolida a escravidão, a maioria das fazendas já estava sendo entregue aos bancos aos quais os fazendeiros deviam muito dinheiro.
Na década de 70, as fazendas de café entraram em decadência e os municípios de Valença, Piraí, Vassouras, Resende, Três Rios e Paraíba do Sul sofreram muito com a decadência das fazendas, perdendo suas rendas. Barra do Piraí, porém, não sofreu muito com a decadência do café, por ser um entroncamento ferroviário importante.
Com a Proclamação da República e a mudança do poder político, Barra do Piraí foi elevada a município em 10 de março de 1890, tendo suas terras desmembradas dos municípios vizinhos. Da cidade de Valença, foi desmembrada a Vila de Sant’Ana, à margem esquerda do Paraíba. De Piraí, a próspera freguesia de Barra do Piraí, situada à margem direita do Paraíba. E de Vassouras, a Vila dos Mendes, que já possuía, nesta época, uma fábrica de papel (CIPEC) e fábrica de fósforos, além de fazendas.
Em 1890, Barra do Piraí possuía quatro mil habitantes. Como município, Barra do Piraí cresceu e tornou-se um centro comercial muito importante do Vale do Paraíba. As Ferrovias Central do Brasil; Rede Mineira de Viação; e Piraiense eram o meio de comunicação entre as cidades vizinhas e o centro econômico: Barra do Piraí. A Central do Brasil empregava um grande número de pessoas que moravam nos bairros do Carvão, Santo Cristo, etc.
Com isso, a Light instalou seus escritórios no município, dirigindo daqui suas atividades nos municípios vizinhos. Já em 1952 construiu uma barragem no rio Paraíba e uma usina elevatória, que, por meio de um túnel, leva as águas do Paraíba para um reservatório (no bairro Chalet, município de Piraí), onde se juntam com as águas do Piraí para gerar energia elétrica nas usinas de Fontes, em Piraí. A cidade possuía hotéis importantes como, por exemplo, o Hotel da Estação e o Hotel Antunes, onde os viajantes se hospedavam.
Havia grande rivalidade entre os dois antigos povoados que formaram Barra do Piraí. Por isso, desde quando foram fundados os clubes desportivos Royal (em Santana) e o Central (em São Benedito) foram rivais durante vários anos, sendo os jogos de futebol entre os dois clubes muito disputados.
A criação de bovinos substituiu o plantio do café nas propriedades rurais. E, a partir de 1946, passou a ser realizada uma Exposição Agropecuária Sul Fluminense, reunindo produtores de muitos municípios e que, muitas vezes, foi inaugurada com a presença de Presidentes da República, que se hospedavam nas antigas propriedades de café. Até os dias de hoje, são realizadas as Exposições Agropecuárias, sempre no início do mês de Julho e continuam por atrair uma multidão de visitantes para o município.
Foi criada a Casa do Viajante para reunir os “caixeiros viajantes”, que eram representantes das fábricas que vinham visitar as lojas e efetuar vendas.
A população cresceu, muitos imigrantes, vindos da Europa e do Oriente Médio, fugindo das guerras e procurando melhores condições de vida, aqui se estabeleceram e continuam até os dias de hoje compondo uma boa parcela do comércio local, tais como: portugueses, libaneses, italianos, suíços, alemães etc, criando lojas e indústrias em nosso município.
Vários fatores abalaram a liderança de Barra do Piraí no Vale do Paraíba como: • A criação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e o crescimento da cidade de Volta Redonda; • A construção da rodovia Presidente Dutra, fazendo com que o transporte para o Vale do Paraíba deixasse de ser apenas ferroviário, como até então; • A extinção dos trens de passageiros feita pelo presidente Jânio Quadros em 1961.
Esse foi um duro golpe para o município, que viu seu comércio esvaziar-se pela falta dos trens, que traziam os compradores das cidades vizinhas. A Rua da Estação teve seu comércio diminuído e perdeu sua importância. Porém, Barra do Piraí ainda é um município importante para Vale do Paraíba.
Possui uma população de 90,5 mil habitantes (IBGE/CIDE – 2000); um comércio muito desenvolvido e variado; várias agências bancárias; indústrias grandes, médias e pequenas; e plena possibilidade de crescer. Além disso, possui energia elétrica; facilidade de abastecimento de gás natural; facilidade de transporte rodoviário e ferroviário, dada a sua ótima localização, uma vez que é próxima a estrada de rodagem BR393 (Lúcio Meira), que vai de Volta Redonda a Três Rios ligando a Presidente Dutra, ligando-se aos grandes centros: Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte.
Possuindo mão-de-obra qualificada, Barra do Piraí reúne as condições favoráveis para se tornar um grande centro industrial e de serviços. Sem falar no turismo natural e cultural, grande fonte de renda e de trabalho, e que vem se desenvolvendo e ganhando força em nosso município, principalmente com a adesão dos proprietários das antigas fazendas de café do município, algumas abertas à visitação, outras se tornando pousadas. Tais propriedades guardam traços importantíssimos do nosso passado histórico, retratando toda a beleza da volta ao passado. Com suas senzalas, algumas bem conservadas, dão uma visão bem real ao turista, que terá a oportunidade de visitar o museu do escravo e conhecer um bonito acervo dos tempos da escravidão.
(Texto extraído do Livro Pequeno Cidadão, conhecendo Barra do Pira, de Célia Muniz e Bia Rothe)








Algumas fotos da turma de Técnico em Guia de Turismo em Barra do Piraí

quinta-feira, 4 de março de 2010

Barra do Piraí-" Princesinha do Vale do Paraíba".


Falando de Barra do Piraí

Barra do Piraí é um município brasileiro do estado do Rio de Janeiro. Localiza-se a uma latitude 22º28′12″ sul e a uma longitude 43º49′32″ oeste, estando a uma altitude de 363 metros. Sua população estimada em 2004 era de 93 277 habitantes.
Possui uma área de 582,1 km².
Localizada no centro da região Sul Fluminense, fica a uma distância da cidade do Rio de Janeiro de aproximadamente 127 km. Faz fronteira com os municípios de Valença, Vassouras, Mendes, Piraí, Pinheiral, Volta Redonda e Barra Mansa.
Barra do Piraí é composta de 6 distritos: Barra do Piraí (sede), Ipiabas, Vargem Alegre, Dorândia, São José do Turvo e Califórnia.
O nome do município é devido ao fato do rio Piraí desaguar no Rio Paraíba do Sul.
Principais atividades: agricultura, indústrias metal-mecânicas e agropecuária.
Barra do Piraí orgulha-se de ter sido o maior entroncamento ferroviário da América Latina, dando acesso ao Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte. Por suas terras passavam duas importantes linhas ferroviárias: a Estrada de Ferro Central do Brasil e a Rede Mineira de Viação.
Foi a primeira cidade emancipada no regime republicano. Sua emancipação deu-se em 10 de março de 1890 e seu emancipador foi José Pereira de Faro, o Terceiro Barão do Rio Bonito.